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Cachaça conquista status

Drink com Água de Arcanjo

Drink com Água de Arcanjo

A cachaça não é mais apenas uma bebida de botequim. Denominação oficial e exclusiva, desde 2001, da aguardente de cana produzida no Brasil, de acordo com decreto federal, a cachaça, hoje, freqüenta restaurantes e delicatessens sofisticada e em parte apoiada pelas notícias de seu sucesso no exterior, começa a ganhar o consumidor brasileiro de maior poder aquisitivo. Para alcançar este patamar, o setor se movimentou. Tanto grandes indústrias quanto pequenos produtores de cachaça artesanal, a chamada cachaça de alambique, estão investindo em tecnologia e marketing, agrupando-se em associações e cooperativas e sofisticando sua produção com linhas premium de cachaças envelhecidas em barris de carvalho e outras madeiras nobres. ”O Brasil produz 1,3 bilhão de litros de cachaça por ano. A produção está estável há muitos anos e, como é muito grande, dificilmente crescerá acima disso a níveis significativos, pelo menos a médio prazo. O que estamos procurando é agregar valor ao produto”, explica Maria das Vitórias Cavalcante, presidente da pernambucana Pitú e do Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Cachaça (PBDAC). O PBDAC foi criado em 1997 pela Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) para apoiar as exportações do setor, dar capacitação técnica ao produtor e valorizar a imagem da cachaça como um produto genuinamente nacional. A cachaça é a bebida destilada mais consumida no Brasil e a terceira no ranking mundial. Estima-se que existam mais de 5 mil marcas de cachaça e cerca de 30 mil produtores em todo o País, gerando aproximadamente 400 mil empregos diretos e indiretos. A segunda edição da feira Brasil Cachaça, que foi realizada neste fim de semana, em São Paulo, é um exemplo da nova postura do segmento.