Primeiro aproxima-se o copo om a cachaça em repouso das narinas, tampa-se uma delas e inspira-se com a outra. Se ‘queimar’ significa presença de alto teor alcoólico. Em seguida agita-se levemente o copo para que aromas sutis sejam liberados e inspira-se com as duas narinas. Por último, o copo deve ser agitado vigorosamente para que outros aromas sejam liberados.

Os tipos de aroma são:

  • Primário (da cana-de-açúcar)
  • Secundário (liberado pelos ésteres na fermentação)
  • Terciário (liberados pela madeira durante o envelhecimento – não devem existir em cachaças não envelhecidas).

As característica dos aromas são:

  • Intensidade: aroma variando de sutil até imperceptível.
  • Fineza: aroma variando de notável, agradável e rude.
  • Natureza: é a analogia com aromas conhecidos como pimenta, noz moscada, baunilha, menta, anis, funcho, etc.
  • Persistência: é o intervalo de tempo em que a sensação do aroma permanece na memória olfativa.

Principais aromas:

  • Alcoólico: deve ser moderado
  • Frutado: quando lembra o aroma de frutas agradáveis.
  • Ácido: deve ser discreto, não ocasionando a excessiva produção de saliva.
  • Adocicado: deve ser moderado, não prevalecendo sobre o aroma da fruta.

 

Alguns aromas indesejáveis e causas prováveis:

Não aceitáveis:

  • Vinagre: ácido acético
  • Verniz: Acetato de etila
  • Ovo em decomposição: ácido sulfídrico
  • Gerânio: ácido sórbico

Aceitáveis quando leves:

  • Metálico: Acetaldeídos
  • Queijo ou chucrute: ácido lático
  • Fósforo queimado: anidrido sulfuroso
  • Mofo ou bolor: diversos sulfatos